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TikTok nega compra de Trump Coin em meio a polêmica

TikTok nega envolvimento na compra da Trump Coin após acusações de suborno feitas pelo deputado Brad Sherman, enquanto tensão política e geopolítica digital aumentam nos EUA.
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Ilustração de Donald Trump com saco de dinheiro sendo confrontado por executivo asiático em frente ao Capitólio, simbolizando negação do TikTok sobre compra de Trump Coin.

TikTok nega compra de Trump Coin após acusações de suborno feitas por deputado democrata.

O TikTok negou veementemente qualquer envolvimento com a compra da Trump Coin, memecoin vinculada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A polêmica teve início após declarações do deputado democrata Brad Sherman, que acusou os controladores chineses da plataforma de investirem US$ 300 milhões em criptoativos associados a Trump.

Para rebater as afirmações, a conta oficial TikTok Policy no X publicou um comunicado direto ao congressista. Nele, a empresa classificou a acusação como “falsa, irresponsável e baseada em uma interpretação errônea de um documento que o próprio deputado assinou anteriormente”. Tal resposta buscou não apenas refutar os boatos, mas também deslegitimar a fonte da alegação.

Enquanto Sherman afirmava que os “proprietários chineses do TikTok estão comprando Trump Coins”, a plataforma insistia que não havia qualquer evidência concreta que sustentasse essa narrativa. Segundo o tuíte original de Sherman, o investimento seria uma forma velada de suborno político.

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Empresa conectada ao TikTok amplia o ruído

Parte da confusão surgiu após a revelação de que o GD Culture Group, uma empresa listada na Nasdaq que produz conteúdo com inteligência artificial veiculado no TikTok, teria planos para adquirir não apenas Trump Coins, mas também US$ 300 milhões em Bitcoin.

Ainda que o GD Culture Group não possua ligação formal com a ByteDance — empresa-mãe do TikTok —, sua presença ativa dentro da plataforma gerou dúvidas. Sherman usou esse fato para sustentar a ideia de que Trump estaria se beneficiando pessoalmente com criptoativos criados em seu nome. Em sua publicação, o deputado argumentou que “Trump criou Trump Coins sem custo algum, o que configura um suborno direto ao bolso do ex-presidente”.

O momento da acusação também chamou atenção. Recentemente, Trump emitiu uma nova ordem executiva que posterga novamente a obrigatoriedade de venda do TikTok nos Estados Unidos. Essa medida, que representa o terceiro adiamento consecutivo, concede mais 90 dias à plataforma para buscar um comprador, evitando o banimento definitivo. Para Sherman, esse novo prazo extrapola os limites legais, já que as leis americanas permitem apenas uma extensão em casos como este.

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Apoio digital a Trump e críticas a Sherman crescem

Diante da situação, usuários nas redes sociais se dividiram. Uma parte expressou desconfiança quanto à negativa do TikTok. No entanto, diversos internautas classificaram a acusação como infundada e defenderam a empresa, alegando que Sherman estaria agindo com motivação política. Argumentos como “ninguém quer o TikTok banido, exceto o lobby israelense” tornaram-se recorrentes nas discussões digitais, indicando um clima de polarização cada vez mais intenso.

Trump, por sua vez, preferiu manter distância direta da acusação. Ainda assim, ele publicou mensagens de campanha no X e reafirmou em sua Truth Social o compromisso com a liberdade digital e a valorização de criptomoedas como parte de sua plataforma eleitoral.

É importante lembrar que Brad Sherman tem histórico de oposição ferrenha ao setor cripto. Em 2019, defendeu abertamente a proibição total das criptomoedas nos Estados Unidos. Desde então, tem reiterado o argumento de que ativos digitais representam uma ameaça ao dólar americano. Por outro lado, o governo Trump defendeu políticas mais favoráveis, principalmente voltadas à promoção de stablecoins atreladas ao dólar, como estratégia para fortalecer a soberania monetária do país.

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Embora Sherman tenha tentado vincular o TikTok à Trump Coin como forma de escândalo político, os fatos apontam que a relação entre a plataforma e o GD Culture Group é indireta e não comprova qualquer ilegalidade. Mesmo assim, o episódio destaca a crescente tensão entre regulação tecnológica, geopolítica digital e o avanço do setor de criptoativos nos bastidores do cenário eleitoral norte-americano.

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