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Tether aposta alto na mineração de Bitcoin e marca nova fase

Gigante das stablecoins aposta em mineração com US$ 32 milhões enquanto setor enfrenta crise
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Moeda da Tether (USDT) em destaque ao lado de Bitcoins empilhados e dólares, com equipamentos de mineração ao fundo.
Imagem ilustrativa – Tether investe em ações da Bitdeer enquanto mineradoras enfrentam queda de mercado.

Em um momento de instabilidade para os mineradores, a Tether aposta alto na mineração de Bitcoin ao investir mais US$ 32 milhões na Bitdeer, uma das maiores empresas do setor. A ação ocorreu após uma queda significativa no valor das ações da mineradora, sinalizando uma estratégia ousada da gigante das stablecoins.

Segundo documentos divulgados pela SEC, a compra foi feita em abril, aproveitando o momento de baixa. A Tether, empresa por trás do USDT — maior stablecoin do mercado — já havia adquirido participação na Bitdeer no ano passado e, em março, elevou sua fatia para 21%.

Tether aposta alto na mineração de Bitcoin mesmo com mercado em queda

Apesar do mercado de mineração estar em retração, a Tether aposta alto na mineração de Bitcoin. O preço das ações da Bitdeer (BTDR), listada na Nasdaq, caiu quase 67% no acumulado do ano, fechando a última sessão a US$ 7,62. Essa tendência negativa não é isolada: outras grandes mineradoras, como a MARA Holdings e a Riot Platforms, também viram seus papéis recuar 26% e 38%, respectivamente.

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Ainda assim, a Tether dobrou sua estratégia. Além do aporte na Bitdeer, a empresa declarou que apoiará o pool de mineração Ocean, fornecendo taxa de hash para aumentar a eficiência na geração de blocos e recompensas em BTC.

A crise da mineração e a movimentação estratégica da Tether

Nos últimos meses, mineradores venderam grandes quantidades de Bitcoin, provavelmente para obter liquidez, segundo dados da CryptoQuant. A dificuldade crescente na mineração e a volatilidade da criptomoeda pressionaram ainda mais o setor. Embora o Bitcoin tenha se recuperado para cerca de US$ 85.000 — alta de quase 7% na semana — o valor ainda está abaixo do pico histórico de US$ 109.000 em janeiro.

Tether: uma gigante sob escrutínio

A Tether é conhecida globalmente como a emissora do USDT, uma stablecoin lastreada em ativos como dólares e títulos do tesouro. Por isso, seu uso se tornou essencial para traders que desejam liquidez sem depender do sistema bancário tradicional.

Contudo, a empresa não está isenta de polêmicas. Em 2021, ela se comprometeu a não operar mais no estado de Nova York após uma investigação sobre irregularidades em seu lastro. Desde então, tem buscado maior transparência com relatórios trimestrais e parcerias com grandes empresas de auditoria.

Projeções: mineração como pilar estratégico da Tether

Se a recuperação do Bitcoin se consolidar, o movimento poderá ser visto futuramente como um passo ousado e visionário. A Tether, portanto, não apenas reafirma sua presença no mercado, mas também molda o futuro da mineração digital.

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