Bitcoin atinge novo recorde com alta demanda por ETFs e apoio do cenário político global.
O Bitcoin atinge novo recorde e ultrapassa os US$ 111.000, marcando um novo pico histórico. A alta aconteceu após uma combinação de fatores macroeconômicos e institucionais. Por isso, investidores enxergam o movimento como mais do que um simples rali especulativo.
Pressão de compra leva o Bitcoin a US$ 111.800
O Bitcoin superou a marca de US$ 111.000 na manhã de quarta-feira, alcançando US$ 111.800 na corretora Coinbase. Como resultado, a moeda digital subiu 4,5% nas últimas 24 horas. No acumulado do mês, o avanço chega a quase 25%, refletindo o aumento constante da confiança do mercado.
Esse movimento se intensificou à medida que o apetite por risco voltou a crescer. Segundo Joe DiPasquale, CEO da BitBull Capital;
“O Bitcoin está avançando com ventos favoráveis — desde entradas constantes de ETFs até uma mudança no tom político”.
Dessa forma, ele ressalta que o ativo vem sendo tratado cada vez mais como uma alocação estratégica.
ETF de Bitcoin e política dos EUA impulsionam mercado
O novo recorde surge em um momento de forte demanda institucional. Só nesta semana, os ETFs de Bitcoin receberam quase US$ 1 bilhão em entradas, de acordo com a Farside Investors. Além disso, a recente retirada parcial de tarifas comerciais por Donald Trump contribuiu para um cenário mais estável.
Com a melhora nos dados de inflação divulgados no início do mês, investidores retomaram o interesse por ativos de risco. Como consequência, o Bitcoin se consolidou como proteção contra incertezas macroeconômicas. Isso reforça a ideia de que a moeda vem sendo percebida como um ativo macro relevante, não apenas uma aposta tecnológica.
Bitcoin atinge novo recorde com ajuda de outras criptos
Enquanto o Bitcoin atinge novo recorde, outras criptomoedas acompanham o movimento. Ethereum e Solana registraram alta de cerca de 4% no mesmo período. Já Dogecoin teve desempenho superior, com 6% de valorização. Além disso, Cardano subiu 5%.
Esse ciclo de recuperação ocorre após a queda registrada em abril, quando o BTC recuou para abaixo de US$ 75.000. Na época, os investidores estavam preocupados com as políticas econômicas do então recém-eleito presidente Donald Trump. Posteriormente, com o alívio das tensões comerciais, o otimismo voltou ao mercado.
Bitcoin atinge novo recorde com ajuda de outras criptos
O novo recorde do Bitcoin reforça uma tendência de fortalecimento do mercado cripto. Por um lado, a entrada constante de capital institucional sugere continuidade no movimento de valorização. Por outro, a percepção do Bitcoin como ativo estratégico amplia seu papel nos portfólios corporativos.
Portanto, se o cenário macroeconômico seguir favorável, novas máximas poderão ser atingidas em breve. O momento atual indica que o Bitcoin está deixando de ser apenas uma aposta especulativa para se tornar, de fato, um ativo estruturante na economia global.
