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China proíbe Bitcoin? Rumores reacendem temor

Rumores de nova repressão da China ao Bitcoin impactam o mercado, enquanto a Gate.io enfrenta turbulência e Filipinas endurecem regras para influenciadores cripto.
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China, Gate.io e Filipinas agitam o cenário cripto global

China proíbe Bitcoin? Debate ganha força após rumores em plataformas não oficiais.

Nos últimos dias, voltou a circular o rumor de que a China proíbe Bitcoin de forma definitiva. A alegação surgiu após uma postagem polêmica feita na Binance Square, que mencionava uma nova repressão à posse de criptomoedas. Contudo, não houve nenhuma confirmação oficial do governo chinês nem da própria Binance.

Ainda que o país tenha restringido mineração e negociação de ativos digitais desde 2021, os tribunais continuam reconhecendo judicialmente a posse de criptoativos. Um juiz em Xangai classificou o Bitcoin como propriedade protegida por lei, o que contradiz as alegações de proibição total.

A confusão ganhou força após o Financial Express mencionar a suposta publicação. Entretanto, até o momento, ninguém apresentou nenhuma evidência concreta. É importante observar que a Binance Square é uma plataforma aberta, onde usuários compartilham conteúdo livremente, sem revisão oficial. Isso permite que os usuários propaguem interpretações equivocadas com mais facilidade.

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Esse episódio ressalta como desinformações ainda afetam o setor, especialmente quando associadas a países com histórico regulatório agressivo. Nesse contexto, qualquer conteúdo mal interpretado pode gerar pânico imediato entre investidores.

Gate.io enfrenta crise com perdas de US$ 30 milhões

Enquanto a narrativa de que a China proíbe Bitcoin movimentava o noticiário, outra crise atingiu a corretora Gate.io. Um erro técnico provocou a valorização artificial do token Lagrange (LA), que chegou a ser negociado a US$ 25 dentro da plataforma, embora seu preço real estivesse abaixo de um dólar em outras bolsas.

O problema começou após a Binance anunciar que o LA seria listado no programa Alpha. Com isso, muitos traders apostaram em uma queda do preço — comportamento comum nesse tipo de listagem — e venderam o ativo a descoberto na Gate.io. Contudo, o valor subiu drasticamente, gerando liquidações automáticas e até saldos negativos.

Alguns usuários acusaram a corretora de manipulação, enquanto outros criticaram a liberação de um contrato perpétuo para um ativo tão ilíquido. O diretor de negócios da empresa, Kevin Lee, explicou que uma falha no feed de preços causou o problema. Segundo ele, “não houve ataque deliberado a usuários”. A plataforma prometeu reembolsar diretamente todos os usuários que foram afetados e manter os lucros legítimos de quem saiu no positivo.

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A expectativa é de que os valores devolvidos ultrapassem os US$ 30 milhões. O caso mostra como falhas técnicas podem desencadear prejuízos massivos, sobretudo em mercados com baixa liquidez e alta alavancagem.

Filipinas impõem nova regulação a influenciadores cripto

Enquanto a China permanece sob especulação, as Filipinas decidiram agir. A Comissão de Valores Mobiliários (SEC) do país publicou novas regras para controlar a promoção de ativos digitais. As diretrizes preveem multas elevadas, suspensão de atividades e até cinco anos de prisão para quem divulgar tokens ou serviços sem aprovação formal.

A regulação vale para empresas e indivíduos, incluindo criadores de conteúdo educacional. As autoridades podem classificar postagens em redes sociais, vídeos e podcasts como ações publicitárias, caso exista qualquer tipo de remuneração. Portanto, os influenciadores terão que demonstrar que produzem conteúdo sem interesse comercial.

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A SEC também deixou claro que airdrops não são considerados gratuitos quando envolvem coleta de dados ou exigem ações promocionais. Nesses casos, passam a ser classificados como ofertas com contrapartida.

Todas as empresas que operam com criptomoedas nas Filipinas precisarão se registrar. Isso inclui corretoras, custodiantes e até consultores que prestem serviços relacionados a tokens. A decisão representa um passo firme para formalizar o setor, embora também possa limitar a atuação de pequenos criadores de conteúdo.

Em paralelo, o distrito de Pudong, em Xangai, anunciou que documentos eletrônicos baseados em blockchain terão validade jurídica a partir de 1º de julho. A nova regulamentação local busca criar um ecossistema digital confiável, com uso técnico validado em processos oficiais.

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